Retro Review | Furioso, violento e digno de um Deus da guerra mesmo no PSP

God of War definitivamente se tornou o carro chefe da Sony após seu segundo jogo, a conclusão absurda do mesmo culminava em uma ponta agressiva (e criticada por alguns poucos) para uma sequencia, um terceiro jogo que seria o provável climax absurdo da saga que, spoilers a parte, culminaria no confronto de Kratos contra os próprios deuses do Olimpo, com isso a espera pelo terceiro jogo tinha que ser longa já que ele precisava ser o mais próximo de perfeito, e para saciar a sede de sangue virtual dos fãs dessa saga um spin-off havia de ser lançado nesse intervalo, mas um spin-off canônico digno da série e de peso, esse é Chain of Olympus.

Ocorrendo antes do primeiro jogo, sendo um prequel da série (e hoje de conhecimento que se passa antes do primeiro e após Ascension) CoO colocava o jogador no controle de Kratos em seus anos de servitude aos Olimpo, especificamente em uma guerra contra os Persas na cidade de Atica (se você já viu 300 provavelmente já sabe da inimizade entre Persas e Espartanos), os Persas atacam a cidade sobre comando de seu próprio rei que traz consigo um Efreet, um gênio da lampada já denotando a existência em GoW de series misticos de mais mitologias alem da Grega alem de trazer consigo também20 um Basilisco, após o longo confronto em Atica que serve mais de tutorial do que de propósito a trama Hélios é capturado e a noite eterna cai sobre o mundo, esta causada por Morfeu, Deus do sono e dos sonhos que coloca até mesmo os Deuses do Olimpo para descansar deixando o destino deles e possivelmente do mundo nas mãos do Fantasma de Esparta. A trama que pode parecer a principio uma história simples, sem propósito-mor alem de servir ao spin-off de PSP, se mostra no decorrer dela muito maior com seu desenrolar com a presença de outras figuras por trás do sumiço de Hélios, dentre elas o titã Atlas, que já aparecia em GoW II reconhecendo Kratos mesmo lá, Caronte, o barqueiro do mundo dos mortos que demonstra antipatia com Kratos, alem de outra figura antagonista importante que marcaria presença e menção no futuro GoW III.

A trama de inicio se mostra uma desculpa clássica para um prequel, embora possua sim, ótimos e importantes momentos para a mitologia da saga inclusive o seu futuro, o que não tem desculpa mesmo é o antagonista Morfeu não dar as caras.

A jogatina foi simplifica no portátil, tanto nos controles quanto no tamanho do jogo. Kratos pode atacar com suas clássicas Laminas do Caos realizando combos e evoluindo a mesma para ganhar mais poder e mais combos como nos demais jogos, inimigos clássicos ou variações dos mesmos retornam e como sempre Kratos pode e vai finaliza-los de maneiras brutais e mesmo sendo um jogo mais simples ele não economiza na brutalidade da coisa, mas o incrível mesmo é o quão bem adaptado os controles foram, mesmo sem um analógico tudo do sistema de esquiva a seleção de magias foi bem adaptado. O game traz menos equipamentos que o normal, somente uma arma extra, a Manopla de Zeus, e três magias, o Efreet, gênio de fogo que causa ataques de área, o Light of Dawn, projéteis de luz não muito interessantes e o Charon’s Wrath que permite disparar vários projéteis de energia flamejante pela arena; alem destes power-ups Kratos ainda encontra os artefatos Tridente do Tritão e o Escudo de Hermes que possuem majoritariamente os mesmos efeitos do Tridente de Poseidon e o Golden Fleece, com algumas poucas diferenças, apesar de alguns poderes serem bem legais o modo de fúria esta ausente aqui e ele faz falta as vezes. Os puzzles também se fazem presentes, mas digo em especial que apesar de sempre serem trabalhosos e por vezes incríveis os puzzles de CoO são um tanto mais chatos e sem inspiração que de seus antecessores.

O mais incrível do GoW no PSP é ver como sua jogabilidade, tanto os combos como a troca e uso de magias foi bem colocada mesmo com menos botões, há até quem defenda que os controles do portátil são melhores que os dos games originais.

O game também é mais curto que os jogos principais, a campanha pode ser completada em cerca de 5-6 horas contra 9-10 dos games anteriores, podendo essas horas serem aumentadas com os extras que são poucos também, mas que são legais sendo 5 desafios e 3 roupas secretas cômicas no estilo “Bacalhau da Guerra” do segundo jogo. Outro fator diminuto no jogo esta em suas batalhas contra chefes,  são apenas 4, embora ainda seja uma a mais que o primeiro jogo e 2 desses 4 chefes sejam enfrentados duas vezes. Visualmente o game também esta incrível, para a época era impressivo o quão próximo dos gráficos de um PS2 eram seus jogos, e Chain of Olympus consegue demonstrar bem isso, em alguns elementos chaves é claro, da para se notar uma inferioridade como as correntes das Laminas do Caos e em algumas cenas e elementos ao fundo fora do plano de gameplay, embora o mesmo jogo também seja dono de cenas visualmente impressivas que compensam seus pormenores como a prisão dos titãs no Tartaro, dentre os cenários visitados temos a mencionada cidade de Atica, Maratona na Grécia, o Templo de Hélios, as Cavernas do Olimpo, e varias localidades do sub-mundo mas o destaque especial vai para o Campo dos Elísios onde Kratos topa com sua querida filha falecida em seu ÚNICO momento de aparente FELICIDADE em toda a saga, que precede uma cena de partir o coração dos jogadores mais moles (que nem eu).

Chain of Olympus consegue provar que o ódio, a amargura e a falta de empatia de Kratos em toda a série são no minimo justificáveis.

Sonoramente o game traz o retorno do dublador de Kratos e Atena com suas já elogiadas dublagens alem de outros vozerios dignos para demais personagens, as musicas são ótimas como em vários dos jogos da série, embora não tragam la nada de muito diferente, salvo alguns temas que remetam a Persia no começo do game durante a batalha contra os mesmos. Mesmo sendo inferior nos aspectos mais técnicos que seus antecessores e tendo alguns pormenores, Chain of Olympus se mostra um game incrível para o PSP, para a saga, e principalmente, mostra que ele não é um mero aquecimento para God of War III.

PRÓS: Adaptação dos controles, combos e comandos. Visual incrível mesmo no portátil.

CONTRAS: Ausência do modo de fúria, poucos power-ups e puzzles meio chatos

God of War: Chain of Olympus

Desenvolvedor: SCE Santa Monica Studio

Publicadora: Sony Computer Entertainment

Lançamento: 2008

Plataforma: PSP e PS3.

Gênero: Ação-Aventura / Hack and Slash

NOTA FINAL: 9,2

Esse texto foi originalmente publicado no site Alvanista no perfil thecriticgames 

Fonte das imagens:
http://godofwar.wikia.com/wiki/God_of_War:_Chains_of_Olympus

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Post Author: O Critico

Aspirante a escritor, investidor e criador de gado. ​"Minha vida se resume a jogar tudo que existe de bom antes da morte..." Me procure no Alvanista http://alvanista.com/thecriticgames

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